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SUS, à beira do colapso, vê aumento de 70% de uso dos leitos hospitalares com vítimas de acidentes com motocicletas

Hospitais sobrecarregados com vítimas de acidentes de motos estão evidenciando a verdadeira carnificina ocorrendo em todo Brasil com jovens ficando mutilados, afetando todo o sistema de saúde, agravando ainda o quadro de falta de recursos da previdência, atingindo duramente à economia do país e principalmente, das famílias.

Praticamente todos os motociclistas acidentados passam a ser problema do governo federal porque vão para hospitais do Sistema Único de Saúde (SUS). Ali, muitas vezes passam semanas ou meses se recuperando. O tratamento é demorado, caro e para os motociclistas, doloroso.

Em todo Brasil tem relatos médicos de super lotação de leitos. As alas de traumatologia, ortopedia e cirurgia são as mais requisitadas, já que as vítimas de acidentes de trânsito com motocicletas em sua grande maioria chegam em estado crítico, necessitando urgência de atendimento.

São jovens entre 18 e 25 anos, homens em sua maioria, sem estudo, perpectivas de outro emprego ou até de futuro. Assim, arriscam-se em entregas de alimentos, pelas empresas de aplicativos, e são os mais lesionados, quando não vem a óbito.

O problema é que isso vira uma bola de neve, já que os acidentados com motocicletas não param de chegar e aqueles que tiveram cirurgia remarcada, também precisam do leito ou da operação.

Essa situação acaba mexendo com todo sistema econômico, já que os acidentados deixaram de produzir seu próprio sustento e terão de contar com ajuda do governo federal, que por sua vez, terá de retirar verba de outras áreas para manter o SUS funcionando.

Para a Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT), esse aumento de leitos, sem perspectivas de baixa, dificulta o tratamento de outros pacientes. Quem precisa de cirurgias ortopédicas eletivas, por exemplo, está em longa fila de espera.

Em matérias para grande imprensa, a SBOT já afirmou que o impacto dessa situação de aumento de internações é devastador tanto para o sistema de saúde pública quanto para a estrutura social do Brasil.

Famílias empobrecem já que um de seus mantenedores está internado e o governo federal realoca verbas para dar conta da demanda. Isso tira recursos que poderiam ser investidos em outras setores, como educação, transporte, moradia, etc.

Esse cenário mostra uma verdadeira carnificina e necessita de intervenção imediata dos governos em todas as esferas. Campanhas de conscientização, fiscalização das empresas de aplicativos, já que muitos acidentados são entregadores do delivery que trabalham longas jornadas de trabalho para plataformas digitais.

Agora, a situação pode piorar para o estado de São Paulo, já que o Supremo Tribunal Federal (STF), retirou proibição de mototáxi na capital, justo na cidade que mais registra acidentes com motos. Ano passado, 486 motociclistas morreram em acidentes, mais de 200 aguardavam cirurgia ortopédica e dezenas estavam em centros de reabilitação devido a perda de membros, como pernas.

Especialistas em trânsito alertam há tempos autoridades para essa questão, que segundo eles não têm sido tratada com a devida urgência e preocupação.

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