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SindimotoSP solicita reunião urgente com Governador de SP, PM e Detran-SP para pedir suspensão do exame teórico obrigatório para motofretistas e mototaxistas

O SindimotoSP como representante dos motofretistas, entregadores, motoboys e mototaxistas de São Paulo solicitou através de ofícios, reuniões com o governador de São Paulo Tarcísio de Freitas, com a cúpula da Polícia Militar e o presidente do Detran-SP, Eduardo Aggio.

O objetivo é mostrar para as autoridades públicas as dificuldades que os trabalhadores têm com a regulamentação, o exercício livre da profissão, os gastos para trabalhar, a precarização que sofrem e, agora terem de arcar com os custos e tempo para realizarem o exame teórico obrigatório para motofretistas e mototaxistas que o governo do estado está exigindo.

Os principais motivos pelos quais a categoria considera a medida ruim são:

Custo Financeiro Adicional: Os trabalhadores precisam pagar taxas de agendamento e realizar cursos especializados (carga horária de 30 horas), o que representa um custo considerável para quem vive da renda diária.

Perda de Dias de Trabalho (Renda): A necessidade de agendar e comparecer presencialmente ao Detran-SP ou Poupatempo para realizar a prova consome tempo de trabalho, resultando em perda de faturamento para os motoboys e mototaxistas.

Surpresa e Curto Prazo: Muitos profissionais relatam ter sido pegos de surpresa pela fiscalização, sem tempo hábil para se regularizar, o que gera insegurança jurídica e medo de multas, que são de natureza gravíssima (R$ 293,47, 7 pontos na CNH e risco de retenção da moto).

Dificuldades na Regularização: Profissionais relatam dificuldades em encontrar centros de formação de condutores credenciados para realizar o curso, o que impede a regularização, mesmo para aqueles que desejam estar dentro da lei.

Burocracia e Alto Índice de Reprovação: A prova teórica, que exige acerto de pelo menos 20 de 30 questões, tem um alto índice de reprovação (frequentemente entre 40% a 60%), o que pode levar a um ciclo de novas tentativas, custos e mais tempo de trabalho perdido. 

Nos próximos dias o SindimotoSP deve reunir-se com as autoridades públicas do estado de SP e encontrar uma solução propondo que a suspensão seja imediata para não penalizar os trabalhadores motociclistas.

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