Centrais sindicais reivindicam presença de sindicatos legítimos de motofrete no GT que discutirá regulamentação de empresas de aplicativos
As centrais sindicais estão solicitando reunião urgente com Guilherme Boulos, ministro da Secretaria-Geral da Presidência, para discutir a regulamentação dos trabalhadores de aplicativos.
Segundo as centrais, a Portaria que criou o GT técnico para debater os direitos dos entregadores, restringe excessivamente a participação sindical (limitada a três representantes), bem como presença de sindicatos de motofrete legalmente constituídos e que possuem direito de representação sindical.
Líderes como Ricardo Patah, presidente da UGT, defendem que apenas a estrutura sindical pode resolver as demandas da categoria, criticando a inclusão de associações regionais e informais no colegiado que em nada contribuirão para o assunto por não terem experiência em negociações ou acordos coletivos.
Em sinal de protesto, diversas entidades sindicais emitiram notas de repúdio e manifestos contra decisão arbitrária e incoerente do ministro Boulos – por conta da Portaria, que sem explicação plausível, quer deixar de fora os principais defensores dos direitos trabalhistas dos entregadores.
Até aqui, o ministro Boulos nega sua origem sindical e mantém decisão de não incluir os sindicatos, bem como todas as centrais, na discussão da regulamentação das empresas de apps.
Inclusive, as centrais que foram indicadas na Portaria não indicarão representantes até que o ministro Boulos receba as instituições para uma conversa preliminar.
